21 agosto 2017

[Resenha] Fahrenheit 451


FAHRENHEIT 451
Autor: Ray Bradbury
Editora: Biblioteca Azul
Ano: 2012
Páginas: 216
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SinopseImagine uma época em que os livros configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros - profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem "famílias" com as quais se pode dialogar, como se estas fossem de fatos reais.Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus "parentes televisivos", enquanto ele trabalha arduamente. Sua vida vazia é transformada quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória.
Um clássico de Ray Bradbury, "Fahrenheit 451" é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.




Olá!!

Hoje é dia da resenha do Desafio Cultura e o tema da vez é um livro que tenha sido proibido. Minha escolha foi pela obra de Ray Bradbury: Fahrenheit 451.

O romance foi publicado em 1953 e narra uma sociedade em que o governo totalitário mandava queimar todos os livros do mundo. E, ironicamente, esse também foi o destino de alguns exemplares de Fahrenheit 451, que desde seu lançamento até hoje, o livro é um dos banidos em algumas bibliotecas do mundo por fazer referência ao consumo de drogas e violência.

Vamos as minhas impressões?

Um clássico critico e distópico sobre livros, Fahrenheit 451 nos apresenta Guy Montag, um bombeiro. O ponto é que no livro a função dos bombeiros é exatamente ao contrária, ao invés de apagar incêndios, eles os começam. Com isso Montag segue a risca sua função de incendiar as casas que possuam pelo menos um livro escondido.

Os livros são considerados inimigos e devem ser queimados, a ideia defendida pelo governo em questão é que eles atrapalham as atitudes das pessoas de bem, trazendo desentendimentos e discórdias e por isso devem ser destruídos.  Lendo nas entrelinhas, podemos concluir que os livros são vilões pois fazem as pessoas pensarem e assim questionarem as coisas.



Guy vive uma vida um tanto vazia, porém tranquila até que um dia voltando do trabalho, ele encontra com Clarice McClellan, sua vizinha. A jovem possui pensamentos livres, totalmente fora do que o governo exige das pessoas e isso mexe com o bombeiro, ela o confronta sobre os princípios da vida. A partir desse momento os pensamentos de Guy começam a mudar e o mais, ele começa a pensar sobre tudo que Clarice falou.


(…) Quem sabe os livros possam nos tirar da nossa ignorância. Talvez pudéssemos impedir que cometêssemos os mesmos funestos erros (…)

No entanto, Clarice some misteriosamente e esse fato leva Guy a se rebelar contra o governo. Ele passa a esconder livros em sua própria, mas como é denunciado, ele é obrigado a mudar sua tática e buscar aliados nessa luta pela preservação dos pensamentos e memórias.


Eu demorei um pouco para engrenar na leitura do livro, não que seja ruim, pelo contrário, é uma distopia fascinante e extraordinária, a qual indico para todos que curtem uma leitura mais elaborada e com um tema para refletir.

Embora o livro tenha sido publicado em 1953, é incrível como é tão atual e tão dentro do nosso cenário de hoje. A crítica feita pelo autor em relação à censura, o autoritarismo do governo e a alienação das pessoas, não poderia ser mais atual. 

Aqui vale também,  uma comparação à esposa de Guy que vive uma vida em paralelo, viciada em pilulas para dormir e televisão, e totalmente comprometida com uma família "virtual", tal cenário nos remete ao nosso mundo atual onde as pessoas mais vivem em frente a uma tela do que qualquer outra coisa. 



Fahrenheit 451 não é uma leitura fácil, pois instiga o leitor a refletir sobre o perigos da supressão do conhecimento e a alienação em massa. Com certeza é uma distopia clara e direta, que precisa ser lida e relida. E acima de tudo, pensada.


"Um livro é uma arma carregada na casa vizinha"




20 agosto 2017

[Especial Literário] Cora Coralina

Olá meus queridos,

Hoje é um dia muito especial, em que nossa escritora Cora Coralina, nascida em 20 de agosto de 1889, estaria completando 128 anos.




Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas foi uma poetisa e contista, uma das mais importantes escritoras brasileiras.

Pessoa simples e doceira de profissão, teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965. Sua obra é rica em motivos do cotidiano do  interior brasileiro, sobretudo de Goiás, onde nasceu.

Cora tinha apenas os estudos primários, mas mesmo assim, em 1910 teve um de seus contos publicado no Anuário Histórico e Geográfico e Descritivo do Estado de Goiás.

17 agosto 2017

Um pouco de... Charles Chaplin


Vida, um texto de Charles Chaplin

“Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis”.

Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas
quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,

Já dei risada quando não podia,

Já fiz amigos eternos,

já amei e fui amado,
mas também
já fui rejeitado,

Já fui amado e não soube amar.

15 agosto 2017

[Resenha] As Primeiras Vítimas de Hitler


AS PRIMEIRAS VÍTIMAS DE HITLER- A busca pela justiça
Autor: Timothy W. Ryback
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2017
Páginas: 336
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SinopseCombinando uma extensa pesquisa historiográfica a uma narrativa em ritmo de thriller, Timothy W. Ryback conta em As primeiras vítimas de Hitler a impressionante história de Josef Hartinger, um jovem promotor alemão que lutou para esclarecer a controversa morte de quatro jovens judeus inocentes no campo de concentração de Dachau, a poucos quilômetros de Munique, em abril de 1933. O caso, que teria sido uma reação dos guardas a uma suposta fuga, já indicava os primeiros sinais do projeto brutal de extermínio que marcaria o regime de Adolf Hitler e que encontraria em Hartinger um dos primeiros opositores a arriscar a própria vida e a carreira em busca de justiça.






Este livro é um relato entristecedor do que se mostrou ser o início das atrocidades do holocausto, praticado por Hitler e seus seguidores, a partir de 1933. Em Dachau, numa antiga instalação de uma fábrica de pólvora desativada, os monstros nazistas iniciaram suas ações como se ali pudessem treinar a prática das atrocidades, para mais adiante disseminar por toda a Alemanha um dos comportamentos mais deploráveis que a humanidade pôde tomar conhecimento.

Os barracões desta antiga fábrica passaram a ser adaptados para receberem àqueles que eram detidos para averiguação de suas supostas ações políticas, num combate ferrenho ao comunismo da época. Havia um dispositivo legal que permitia essas prisões sem motivos aparentes, por um determinado tempo, no entanto, poucos estavam saindo desse lugar.




O espaço de Dachau estava se transformando num precursor dos campos de concentração do nazismo. A princípio sob o comando da polícia regular do país, a SA (Sturmabteilung), as ações desumanas não eram freqüentes, no entanto uma transferência gradual estava ocorrendo, permitindo que a SS (Schutztaffel) assumisse a operação do campo, atendendo melhor aos interesses do regime do terror.

13 agosto 2017

[Resenha] Cem Anos de Solidão


CEM ANOS DE SOLIDÃO
Autor: Gabriel Garcia Márquez
Editora: Record
Ano: 2013
Páginas: 450
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SinopseMuitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendia havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer a fábrica de gelo... Com essa frase antológica, García Marquéz, Prêmio Nobel de Literatura de 1982, introduz a fantástica Macondo, um vilarejo situado em algum recanto do imaginário caribenho, e a saga dos Buendia, cujo patriarca, Aureliano, fez trinta e duas guerras civis... e perdeu todas.
García Marquéz já despontava como um dos mais importantes escritores latino-americanos, no início da década de 1970, quando Cem anos de solidão começou a ganhar público no Brasil. O livro causou enorme impacto. Na época, o continente estava pontilhado de ditaduras. Havia um sentimento geral de opressão e de impotência. Então, essa narrativa em tom quase mítico, em que o tempo perde o caminho, em que os episódios testemunhados e vividos acabam se incorporando às lendas populares, evoca nos leitores uma liberdade imemorial, que não pode ser arrebatada. E tão presente. Tão familiar e necessária.
Em Macondo, os mortos envelhecem à vista dos vivos e os anjos chegam, sempre, em dezembro. Entretanto, García Marquéz nunca aceitou que suas narrativas fossem rotuladas como fantasia. Talvez porque isso exilasse Macondo num outro mundo, que nem a solidão ou a liberdade pudessem alcançar. Cem anos de solidão é a mais pura história do povo latino-americano. Mas ultrapassa o momento e expõe a alma dessa história - ou como é vivenciada.



Olá!!

E hoje é dia de resenha do Desafio Cultura (mais informações na lateral do blog) e como o tema da vez seria um livro de um escritor latino americano minha escolha foi um dos meus favoritos: Gabriel Garcia Márquez!

Cem Anos de Solidão foi um dos livros mais emocionantes que já li e fazer sua resenha não é uma tarefa muito fácil.

O livro conta a história da família Buendía, fundadores do pequeno povoado de Macondo



José Arcádio Buendía e Úrsula Iguarán, nossos personagens, além de casados são primos e, após um fato um tanto bizarro que acontece no vilarejo onde moram, são "obrigados" a partir para outras terras.

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