25 agosto 2018

[Resenha] Tarde Demais

TARDE DEMAIS

Autora: Colleen Hoover | Ano: 2018 | Páginas: 384
Editora: Reccord | Adicione ao Skoob


Olá!!

Tarde Demais foi o primeiro livro da Colleen Hoover que eu li e não sei se comecei pelo livro certo.

Ainda estou sob o impacto e o choque dessa leitura, na qual precisei fazer várias pausas para prosseguir. Sempre ouvir falar dos livros da autora, por serem fortes e intensos, mas não imaginei o quanto ficaria abalada.

Sloan é uma jovem universitária que se vê presa em um relacionamento nada saudável com Asa, um traficante barra pesada. A moça já sofreu muito na vida e nunca teve um bom exemplo de família. Com um irmão especial, ela decide sair de casa levando-o junto.

Apesar de tudo, Sloan é forte, inteligente e altruísta, só que muito inocente em algumas partes e como é sozinha, acaba se submetendo em um relacionamento abusivo e cheio de humilhações ao lado de Asa. 

"Chorei por deixar que ele faça isso comigo. Chorei por sentir que não tenho escolha. Chorei por ainda estar com ele, apesar da pessoa que ele se tornou. Chorei por não ter saída, por mais que eu queira ir embora. Chorei porque, apesar de todas as coisas horríveis em Asa, eu ainda morri de preocupação quando ele não voltou para casa. Chorei porque percebi que não importa quem ele tenha se tornado, uma parte de mim ainda está apaixonada por ele... porque não sei como não estar."

Asa trata Sloan da pior forma, como um objeto e para piorar ele nutre uma certa obsessão pela moça. Com a promessa de pagar os cuidados com o irmão de Sloan, ele a mantém sob seu domínio. É bastante incômodo e revoltante as partes entre Sloan e Asa.


O que não imaginavam é que Sloan conheceria um rapaz na faculdade, Carter. Ele é tudo o que Asa não é, carinhoso, respeitador e muito atencioso, a conexão entre os dois é imediata. O problema é que, momentos depois, Sloan descobre que Carter é o novo sócio de seu namorado. Como alguém pode ser um engano total? 

"E cada momento que passo com Sloan nos braços, cada vez que pego sua mão, cada vez que me sento ao seu lado na aula, cada vez que a coloco em mais e mais situações inofensivas dessas, estou empurrando-a para perto da beira de um penhasco. Se eu não descobrir como me afastar dela... vou destruí-la."

Tarde Demais foi escrito especialmente para o Wattpad, em momentos de bloqueios da autora e ela não pretendia publicá-lo. Logo no começo do livro temos um aviso da CoHo, alertando que este é bem diferente dos outros e um tanto mais pesado e ousado.

Como falei, precisei de diversas pausas durante a leitura, não é fácil pensar em tudo que Sloan passava na mão de Asa. É algo totalmente inaceitável e cruel demais. Não tem como ficar indiferente.



O livro é narrado em primeira pessoa alternando entre Asa, Sloan e Carter e eu adoro esse recurso, me sinto mais próxima dos personagens. 

A construção dos personagens é um ponto de destaque, Sloan é forte e uma sobrevivente, tem um papel fundamental durante a narrativa, porém, no epílogo onde temos uma situação provocada por ela, foi algo que não concordei, pode-se levar para o lado de ir à forra, mas foi algo que não achei legal. É uma cena idealizada pela personagem que não posso falar mais para não dar spoiller, mas quem leu sabe.

Asa acho que foi o personagem mais bem trabalhado em suas características, ele apresenta os motivos que o levaram a ter a vida que tem e por seus atos de atrocidade. Neste ponto vamos ter uma divisão de opiniões, pois ele pode parecer uma vítima para alguns, mas a meu ver, nada justifica seus atos. Nada para mim é explicação para mau caráter.

E Carter é a peça que faltava no quebra-cabeça. Sobre esse personagem não quero falar muito, pois acho que é melhor descobrir durante a leitura. Embora vi resenhas que apontam quem ele é.

"Em algum lugar lá no fundo, sei que ele é desse jeito por causa da infância que teve. Um pedacinho de mim ainda não consegue culpá-lo por isso. Mas só porque grande parte do comportamento de Asa provavelmente pode ser justificado por sela lá que tipo de pessoas horríveis o tenham criado, não significa que sou obrigada a me sujeitar a uma vida de infelicidade simplesmente porque ele me ama."

Como esse foi o primeiro livro que li da autora, não tenho como comparar aos outros, mas sai com algumas ressalvas. CoHo não romantiza, sendo fiel a uma realidade asquerosa demais, porém, considerei o epílogo longo demais e sinceramente, desnecessário. 

A personagem de Sloan se vê presa no relacionamento com  Asa, aqui também acho que gera alguma polêmica, até quanto uma pessoa é presa à outra? E ela mesmo afirma diversas vezes, durante a narração, que estar com um traficante é para o bem de seu irmão. Não sei bem o que pensar, mas não vou aprofundar, pois nunca vivi uma situação assim e acho que só vivendo para saber a real. 



É um livro forte e conflituoso, com cenas cruéis, de abuso e violência, por isso é preciso ter o preparo se for ler, pois choca e causa uma aflição sem tamanho. 

Apesar de terminar arrasada, e com alguns pontos em negativo, considerei uma leitura necessária, além de servir de alerta.

Espero que tenham gostado, um beijo enorme e até a próxima.




5 comentários:

  1. Olá!
    Tenho ótimas indicações dessa autora, sempre ouvi dizer que suas histórias são intensas e nem sempre existe um final feliz... Preciso de coragem para começar!!! Adorei a resenha, parabéns...
    Abraços
    Ale Helga

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  2. Oi Fê
    Ainda não li nenhum livro dela e não sei se começaria por este, depois da sua resenha...rs
    Anotei a dica, mas no momento quero ler alguns mais leves
    A resenha ficou ótima e as fotos também
    Bjs, querida

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  3. Esse é um livro bem forte pelo visto... Eu não sou muito chegada nesse gênero literário, mas mesmo que fosse, não sei se também teria estômago para ir até o fim... É realmente uma coisa muito louca o que as pessoas são capazes de fazer a outras que estão "mais necessitadas"... Acho incrível como podem não sentir nada ao tratar o próximo como simples objeto... =s
    Bjks!

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  4. Oi Fernanda, boa noite
    Não conheço nem autora, nem livro.
    Anoite a dica para o futuro, que não será setembro porque já escolhi os russos. rs
    Lá vou eu de novo para Fiodor, ah, esse senhor... não consigo me desvencilhar dele.

    bacio

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