22 agosto 2018

[Resenha] E Não Sobrou Nenhum

E NÃO SOBROU NENHUM
Anteriormente publicado como O Caso dos Dez Negrinhos

Autora: Agatha Christie | Ano: 2011 | Páginas: 397
Editora: Globo de Bolso | Adicione ao Skoob



Esta é, provavelmente, a história mais popular da mais célebre escritora de crimes e investigações. Hoje sob um novo título, E Não Sobrou Nenhum, ainda é uma das obras mais lidas da “Rainha do Crime”.

A trama se passa em uma ilha deserta, onde interagem dez pessoas estranhas entre si. Todos foram, de alguma forma, atraídos para o local; um casal a pretexto de serem contratados como empregados da casa, e os outros como convidados para o que parecia ser uma ótima oportunidade de descanso e lazer.

Eles receberam cartas, que se apresentavam até com certo tom de intimidade, convidando-os para o tal evento na ilha. E ao final a assinatura de U. N. Owen. Todos não se recordavam de terem conhecido a pessoa da assinatura, mas viram nisso uma boa oportunidade de distração.

Oito dos convidados seguiram as instruções das cartas e foram levados à ilha por um barco previamente contratado para o traslado. Lá já havia um casal, contratado para cuidar dos convidados, e informar que por motivos pessoais estes não poderiam comparecer ao local.



Houve um certo estranhamento com a ausência dos anfitriões, mas nada comparado à surpresa que se seguiu. De um gramofone passou a ecoar o relato de supostos crimes perpetrados por cada um dos dez ocupantes da bela casa na ilha.

Muitos negaram as acusações e se defenderam, dando a versão que os livravam do dolo nas ações descritas pela gravação, reproduzida numa grande sala da casa. 

O horror passa a tomar conta dos convidados quando, de repente, um dos homens presentes começa a passar mal e termina por morrer, abruptamente, com sinais de envenenamento.


Curiosamente, um conjunto de dez estátuas de negrinhos, exposto num ambiente, se altera, pois, ao morrer um convidado, também uma estátua desaparece. E assim segue a mesma dinâmica, cada vez que um dos convidados morre misteriosamente.

A história decorre com o grupo tentando investigar e chegar ao autor das mortes, que passam a acontecer sequencialmente. No entanto cada assassinato é orquestrado com tamanha inteligência e sagacidade que impedem que se alcance uma teoria unânime.

Os convidados trocam acusações e um acaba desconfiando do outro, criando um clima totalmente adverso a se protegerem. Eles experimentam algumas estratégias, mas as estátuas não param de sumir.

Para completar, o cenário fica ainda mais hostil com uma forte tempestade que que cai sobre a ilha. Os convidados aguardam ansiosamente o barqueiro, que não volta. E não há nenhuma outra forma de sair daquele lugar inóspito.


A história é simplesmente viciante! Do início ao fim delineamos várias hipóteses do criminoso, que vão caindo por terra a cada novo fato.

Agatha Christie tem um dom incontestável para desenvolver essas tramas de suspense. Equilibra como ninguém a tensão e a ação, nos fazendo mergulhar, de forma intensa, em seu universo tão peculiar.

É uma obra impar para os apreciadores de suspense, exigindo que nossos neurônios trabalhem o tempo todo. E nessa história, se a lei não alcança os maus, o crime sim.

Não há como não recomendar: é sensacional, alucinante. Uma história que irá sempre transpor o tempo, pois retrata comportamentos humanos um tanto difíceis de se superar.


4 comentários:

  1. Oi Junior
    Li poucos livros da Agatha e quero ler mais
    Este está na minha lista tbe
    Eu nunca passo perto de solucionar nada...rs
    Ótimo post
    Bjs

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  2. Oi, realmente esta autora tem o dom de nos prender em suas tramas e suspense, e eu gosto de um bom suspense pois me deixa curiosa para saber o fim rsrs adorei conhecer um pouco mais sobre este livro. Bjs!

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  3. Agatha Christie talvez seja minha escritora favorita. Já li quase todos os livros dela e os que ainda não li estou "economizando" porque não quero ter a sensação de que não existe mais nenhum livro dela inédito que eu possa ler. O livro do post é um dos meus preferidos, está no meu top 5 dela. A inteligência e o domínio da história que a Agatha apresenta nesse livro são incríveis. Eu já consegui acertar o culpado em alguns livros dela, mas nesse era impossível. Assino embaixo o que você disse: não há como não recomendar!

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  4. Adoro esse livro, mas ainda não entendi essa mudança de nome. São dez pessoas levadas a uma ilha... vão morrendo um a um. Logo, parece spoiler. rs
    O meu exemplar ainda se mantem fiel ao título original: 'o caso dos dez negrinhos'.
    O livro é excelente e me prendeu do começo ao fim. Mas acho essa polêmica toda desnecessária, serviria até para mostrar como era antes e como não deveria ser mais hoje em dia. Enfim, estamos nos tornando limitados e incapazes. Enfim... preservarei meu exemplar dessa mentes. rs

    bacio

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