29 janeiro 2018

[Resenha] Os Maias


OS MAIAS
Autor: Eça de Queirós
Editora: Zahar
Ano: 2014
Páginas: 576
Skoob


Sinopse: Obra máxima de Eça de Queirós e um marco da literatura portuguesa, Os Maias envolve o leitor na irresistível atmosfera da Lisboa de fins do século XIX.
Com apresentação, centenas de notas, cronologia e ilustrações inéditas em livro realizadas pelo arquiteto Wladimir Alves de Souza, no contexto do Clube do Eça, seleto grupo existente no Rio de Janeiro nos anos 1950.
Nessa saga familiar, os personagens vivem as aspirações, conflitos e paixões que refletem as forças transformadoras da sociedade em Portugal e no mundo então.
As intrigas e os acontecimentos que cercam o velho Afonso da Maia, seu neto Carlos Eduardo - que vive um amor impossível com Maria Eduarda -, João da Ega, o conde de Gouvarinho e outras figuras tornaram-se verdadeiros símbolos de uma nação que debatia seu próprio destino e fracassava em construí-lo.
A ironia, o sentimentalismo e a crítica mordaz são alguns dos componentes fundamentais da grandiosidade literária de Eça de Queirós, que se completa na criação de seus personagens e na construção novelística, na descrição comovente e dramática da vida e da sociedade de seu tempo.




A história de "Os Maias" é considerada a obra prima do escritor português Eça de Queirós, romance que toma por cenário a Lisboa da metade do século XIX. 

Entre as angústias e alegrias, vividas por três gerações da família Maia, retrata-se nesse primoroso trabalho uma sociedade degradada e carente de uma intelectualidade criadora e produtiva, muito clara nas características da personalidade dos personagens.





Eça cria uma aura de boemia romântica, onde Carlos Eduardo da Maia, personagem mais evidenciado da família, se aventura em paixões transgressoras, até que encontra seu verdadeiro amor, na figura deslumbrante de Maria Eduarda. 
Carlos, um jovem rico e instruído, desfruta de bela aparência e conceituação social, lhe garantindo acesso aos melhores recintos de Portugal ou da Europa. Rapaz de forte compleição e praticante de esportes chama a atenção das mulheres da sociedade lusitana. 

Maria Eduarda se mostra como uma mulher ímpar, que se destaca entre as demais, uma deusa que desperta muitos desejos com sua sensualidade única, a mulher inatingível que Carlos consegue ter ao seu alcance. 

O drama se desenvolve diante de temas ainda polêmicos nos dias atuais; barreiras intransponíveis criadas por um destino quase hereditário sobre os amores dos Maias. Tragédias e sofrimentos ponderados pelo patriarca Afonso da Maia, homem forte da família, de opinião e postura firmes; por quem muitos têm apreço.


O enredo prossegue com uma burguesia sem propósitos, num clima muitas vezes depressivo sobre o rumo da nação; com uma rotina de futilidades e convenções sociais diversa da realidade. O adultério é postura recorrente de mulheres ardilosas, que buscam aventuras no calor de mãos alheias. 

Mas não se engane em concluir que é uma narrativa monótona ou repetitiva, apesar do seu ritmo. O que posso dizer é que a apresentação obedece a uma cadência própria, em que o escritor inicia cada capítulo numa temperatura morna, que gradativamente vai se alterando, rumo ao ápice, até seu final. 



"Os Maias" é uma obra a ser lida pacientemente, é rica em detalhes, em história - traço comum dos grandes escritores - que buscam minuciosamente a perfeição em seus textos.

Pra completar, não tenho como não elogia a edição que escolhi para ler, um belíssimo trabalho feito pela Editora Zahar, que merecidamente homenageou o autor com um livro de capa dura e diversas ilustrações no decorrer da história. Com uma diagramação perfeita!





3 comentários:

  1. a capa me chamou a atençao por ser bonita nao conhecia o livro mais a historia me pareceu muito boa gostei da sua resenha
    beijos

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  2. Já faz um tempinho que venho querendo ler esse livro. É o tipo de história que me prende a atenção e me faz querer ler sem parar 😍

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  3. Oi Jr!
    Adorei seu post
    Faz tempo que ensaio esta leitura. Vi a minisérie e quero muito ler Os Maias
    A edição da Zahar é linda mesmo!
    Dica anotada
    Adorei as fotos
    Bjs
    Clauo

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